Dia repleto de atividades com casa cheia
Logo pela manhã, às 10.30 horas, o Museu Fábrica da História – Arroz dinamizou a oficina “Pós de Arroz”, uma proposta poética e sensorial que levou os participantes a explorar o universo do arroz — planta com mais de dez mil anos de história — através da criação de mapas imaginários e imagens simbólicas inspiradas no território local. Conduzida por Ana Lopes, em representação do coletivo Arisca, a atividade envolveu adultos e crianças numa experiência plástica que fundiu observação, memória e criatividade.
Em declarações ao Diário de Aveiro, durante o evento, Ana Lopes explicou que a oficina foi pensada especialmente para o Dia Internacional dos Museus, tendo sido desenhada para famílias. «Aqui, os adultos não são meros acompanhantes das crianças, mas participantes ativos. Trabalhámos a partir das texturas, da observação do grão de arroz e da paisagem agrícola para promover uma ligação sensível ao território e ao processo do cultivo do arroz, que é tão importante em Estarreja».
A responsável revelou ainda que as inscrições para as duas oficinas promovidas esgotaram rapidamente, contando com 25 participantes em cada sessão. A adesão do público, segundo Ana Lopes, demonstra o crescente interesse da comunidade por propostas que unem arte, educação e identidade local. «O nosso desejo é que as pessoas comecem a frequentar os museus como espaços de encontro e partilha, não apenas como locais de visita pontual», destacou.
Pela tarde, a programação prosseguiu com a oficina “Casa-do-desenho”, realizada na Casa Museu Egas Moniz às 15 horas. A proposta convidou os participantes a percorrer os jardins e os espaços do museu com um olhar atento e lúdico, recorrendo ao desenho e a jogos performativos para criar um objeto artístico que se transforma e se desdobra.
Notícia por Daniel Meano